Giuseppe Perissinotto. Óleo Sobre Tela 64x52,5 Cm.b8

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Giuseppe Pasquale Perissinotto, também conhecido como José Perissinotto, (Veneza, na Itália, 17 de abril de 1881  São Paulo, 5 de abril de 1965) foi um pintor, desenhista e professor.

Mudou com a família para o Brasil quando tinha 10 anos. Todos se erradicaram no país e moraram em Brotas, no interior de São Paulo.[1]

Aos 18 anos, voltou à Itália para estudar arte, nas cidades de Veneza e Florença. Após concluir o curso, retornou ao Brasil definitivamente, onde fundou uma Escola de Desenho e Pintura na região do Brás, na cidade de São Paulo.[1]

Foi o responsável pela decoração do teto circular do Cine Teatro Oberdan, na capital paulista, que hoje não existe mais. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.[1]

Por muito tempo, Perissinotto não teve um grande reconhecimento por sua arte. Foi redescoberto em 1973 pelo escritório de arte Renato Magalhães Gouveia, que organizou uma expressiva exposição sobre o artista, sob o patrocínio do Grupo União de Bancos.[2]

Biografia

Giuseppe Perissinotto chegou ao Brasil aos 10 anos de idade, junto de sua família. No país, adotou o nome José Perissinotto,[3] apesar de não usá-lo em sua carreira. Em Brotas, onde residiram, seu pai trabalhou como construtor e, durante a infância e a adolescência de Giuseppe, este foi o seu auxiliar, mostrando boas habilidades para a profissão. Na horas vagas, fazia desenhos com cópias de estampas.[4]

Aos 18 anos, porém, ele decidiu voltar à Itália, contrariado pela família, afim de estudar arte e pintura.[1] Ingressou no Instituto de Belas Artes de Veneza em 1902. No ano seguinte, o artista seguiu para Florença, onde se formou na Academia de Belas Artes, em 1906, com três medalhas de mérito.[5] Na instituição, foi aluno de Giovanni Fattori, importante artista da pintura italiana Ottocento, do ilustrador Adolfo de Carolis e de D'Annunzio.[1]

Em 1912, voltou definitivamente ao Brasil, fazendo pinturas de paisagens e figuras de marinhas e natureza morta, já sendo reconhecido pela classe artística paulistana. Neste mesmo ano, Perissinotto teve sua primeira mostra individual, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.[1]

Casou-se aos 33 anos, em 1914, com a argentina Emma Paola Perissinotto, que faleceu em 1977. Juntos, tiveram três filhas: Sara, Izelda e Alda, esta última já falecida.[1]

Durante a carreira, viajou a muitos lugares do Brasil, tendo visitado as cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Pelotas, entre muitas outras. Ele usava as viagens não apenas como inspiração, mas para, de fato, transformar paisagens pelas quais passava em pinturas.[1]

Em 1919, Giuseppe Perissinotto fundou uma Escola de Desenho e Pintura na região do Brás, na cidade de São Paulo. Neste período, foi professor de Angelo Simeone, pintor paisagista que carrega influências de Giuseppe por toda a carreira, além de se tornar um amigo muito próximo do artista.[1]

A partir de 1920, o pintor começa a conviver com Enrico Manzo, Souza Pereira, Orlando Tarquinio, Ataíde Gonçalves, entre outros, núcleo de artistas que serão responsáveis por tirar do papel e criar o Salão Paulista de Belas Artes.[1]

Um dos trabalhos mais aclamados de Giuseppe Perissinotto foi a decoração do teto circular do Cine Teatro Oberdan, no ano de 1928, na cidade de São Paulo.[1] A escolha do artista aconteceu por meio de um concurso, no qual concorreram outros quatro pintores.[6] A conservação do trabalho, porém, não foi bem sucedida e, aos poucos, perdeu sua beleza. No fim, o edifício foi demolido e a obra foi destruída junto.[1]

Na década de 30, apesar de manter a mesma rotina de viagens e pinturas de paisagens, sem grandes inovações, Perissinotto recebeu prêmios importantes 1938 e 1942, no Salão Paulista de Belas Artes.[1]

Quando ficou mais velho, após a década de 40, o artista deixou um pouco de lado as viagens pelo Brasil e, consequentemente, as pinturas paisagistas, para focar em obras de natureza morta e retratos.[1]

Em 1965, aos 84 anos de idade, Giuseppe Perissinotto faleceu, em São Paulo.[1] Depois de sua morte, o pintor foi redescoberto e teve diversas exposições póstumas de suas obras.[4]

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